Sem lugar - Indesejado!

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"E ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria" (Lc 2.7).

Comovidos, costumamos ler essa passagem das Escrituras no Natal. O evangelista Lucas pesquisou acuradamente os fatos, buscando informações em fontes fidedignas, consultando testemunhas oculares, para então escrever o relato do nascimento de Jesus.


A penosa viagem



Viajar de Nazaré a Belém significava percorrer 120 quilômetros pelo caminho direto ou escolher a rota mais longa pelo vale do Jordão, de 160 quilômetros. Na foto: vista atual de Nazaré.

O recenseamento ordenado por César Augusto e o registro dos judeus tinha de ser realizado na cidade de origem de cada um. Esse foi o motivo aparente da viagem de José e Maria a Belém. Na época, ninguém imaginava que tanto o imperador quanto o casal de noivos tinham que seguir o plano de Deus. Viajar de Nazaré a Belém significava percorrer 120 quilômetros pelo caminho direto ou escolher a rota mais longa pelo vale do Jordão, de 160 quilômetros. De qualquer modo, a viagem certamente foi penosa, especialmente para Maria, que estava no final da sua gravidez. Segundo a lei mosaica, um casal de noivos estava comprometido e tinha de casar. Portanto, como noivo de Maria, José tinha obrigação de fidelidade, que lhe era imposta legalmente, do mesmo modo como se já estivesse casado. José, obediente à lei, não teve relações sexuais antes do casamento, pois era considerado um "tzadik" (justo). Jesus não teve pai físico, pois havia sido gerado pelo Espírito Santo (Lc 1.35). Quem afirma o contrário coloca-se contra a verdade e, desse modo, contra a Palavra de Deus. Deus agiu de maneira singular e maravilhosa! Setecentos anos antes, Ele já havia mandado o profeta Isaías proclamar: "Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel" (Is 7.14). Creiamos nesse sinal!

Na verdade, por precaução e consideração humanas, José deveria ter deixado Maria em casa devido à sua gravidez adiantada. Mas, deixá-la sozinha também seria perigoso. Além disso, como filha herdeira (Nm 27.1-11; 36.1-13), Maria tinha direito de propriedade em Belém (Beth-Lehem = Casa do Pão), sendo obrigada a viajar pessoalmente por causa da cobrança dos impostos. Tudo aconteceu segundo o sábio plano de Deus, pois Suas promessas tinham de se realizar.

Quantas paradas será que José e Maria fizeram em sua caminhada? A viagem deve ter levado ao menos cinco dias. Quando chegaram a Jerusalém, certamente admiraram o majestoso templo. Sem dúvida, eles também ficaram impressionados e olharam com respeito para o grandioso palácio do rei Herodes, nem imaginando que em breve Herodes representaria uma ameaça mortal para eles e seu bebê que ainda não tinha nascido. Jerusalém, porém, não era o destino de sua viagem. Eles tinham que ir a Belém. Assim eles continuaram andando, pois estavam com pressa, já que a data do parto se aproximava. Maria caminhava com muito esforço. Será que, mesmo assim, os dois passaram por "Ramat Rahel", para visitar o sepulcro de sua importante antepassada Raquel? Os judeus o fazem até hoje com muita reverência.

Finalmente eles avistaram Belém ao longe, no alto da colina! Agora estavam chegando ao seu lugar de origem! Tão próximos do alvo! Depois certamente eles olharam para os campos que se estendiam lá embaixo, no vale. Ali o jovem pastor Davi tinha pastoreado suas ovelhas. De Belém, sua cidade natal, percorrendo caminhos difíceis, Deus o conduziu ao trono. "David melech Israel" (Davi, rei de Israel)! Os dois exaustos caminhantes obviamente sentiam-se um pouco orgulhosos por serem descendentes da dinastia real. Você lembra o que o profeta Miquéias disse acerca de Belém em relação ao Messias? Setecentos anos antes, Miquéias já havia anunciado Seu lugar de nascimento, Sua genealogia e Sua origem, proclamando que Ele seria Rei de Israel: "E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade" (Mq 5.2). Então chegaram a Belém! Sua única preocupação era achar um quarto! Mas, "não havia lugar para eles na hospedaria"! Em canto algum eles acharam um lugar onde pudessem ficar. As estalagens estavam superlotadas, e era inútil esperar que algum dos proeminentes da cidade viesse lhes oferecer abrigo. Não é difícil imaginar a angústia de Maria, sabendo que estava para dar à luz a qualquer momento e não encontrava um espaço para ficar. – Não havia lugar para o Filho de Deus! Como isso podia estar acontecendo? Eles sempre tinham confiado em Deus e em Sua ajuda. Com a pobreza eles já estavam acostumados, e não exigiam muito para seu conforto pessoal.



Como filha herdeira, conforme a lei mosaica, Maria tinha direito de propriedade em Belém, sendo obrigada a viajar pessoalmente por causa da cobrança dos impostos.

Na foto: vista atual de Belém.

A situação foi ficando muito difícil. Como era possível que em sua cidade natal não houvesse um único lugar, um refúgio para eles!? "Que se cumpra em mim conforme a tua palavra" (Lc 1.38), havia sido a resposta humilde e cheia de confiança de Maria quando o anjo Gabriel lhe anunciara o nascimento do Messias. Mas agora, o que seria deles? – Finalmente acharam um espaço abrigado, com uma manjedoura usada para alimentar os animais. O lugar era primitivo, mas justamente ali aconteceu o nascimento de Jesus! Tal coisa é quase inimaginável! Conforme os planos eternos de Deus, o Unigênito Filho de Deus veio ao mundo em uma estrebaria! Isso não parece indigno? Não sabemos se realmente havia animais ali, como muitos pintores costumam retratar a cena. Essa imagem, acrescida de anjinhos de bochechas rosadas, confere uma aura romântica ao acontecimento, mas a realidade foi extremamente dura.

A identidade de Jesus

Sabemos realmente quem é Jesus? Jesus não foi apenas o "doce menino" na manjedoura, como se costuma cantar no Natal, pois Suas "origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade" (Mq 5.1). Ele "...vem das alturas... Quem veio de céu está acima de todos" (Jo 3.31). E o testemunho que Ele dá a Seu próprio respeito é: "...glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo" (Jo 17.5). A Bíblia diz dEle em Colossenses 1.15-17: "Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele." Portanto, Jesus foi criador do universo juntamente com Seu Pai celestial. "Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou" (Jo 1.18). Isso explica a unidade entre Jesus e Deus e a segurança em Deus que Jesus tinha. Jesus nasceu como homem por amor a nós, para que Deus se tornasse acessível aos homens: "E quem me vê a mim vê aquele que me enviou" (Jo 12.45). Ele veio para nos salvar e nos livrar do mal. Não podemos olhar para a manjedoura sem dirigir nossos olhos também para a cruz do Calvário, onde Ele entregou Sua vida por nós. Jesus é mais forte que a morte, pois ressuscitou dos mortos, vive e está assentado no trono à destra de Deus como "Rei dos reis e Senhor dos senhores" (Ap 19.16). Manjedoura, cruz e coroa são inseparáveis! Ele diz: "Eu sou o Alfa e o ‘mega, o Primeiro e o último, o Princípio e o Fim" (Ap 22.13).

A volta de Jesus é iminente – primeiro para arrebatar os Seus e depois em grande poder e glória para estabelecer Seu reino de paz em Israel: "Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés" (1 Co 15.25). Ninguém consegue descrever, nem mesmo aproximadamente, a identidade e a glória de Jesus, seja em prosa ou em verso, em pinturas ou desenhos. É impossível descrever coisas celestiais com meios humanos. Hebreus 1.3 apresenta Jesus como sendo o resplendor de Deus: "Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas."

Os magos do Oriente devem ter percebido alguma coisa da majestade e da glória de Jesus quando O adoraram. Quanto mais motivos temos nós, que fomos reconciliados com Deus pelo Seu precioso sangue, de louvá-lO e adorá-lO!

O Filho de Deus torna-se Filho do Homem

Agora o Filho de Deus estava deitado em uma manjedoura, em que se dá alimentos aos animais: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós..." (Jo 1.14). Cumprida estava a profecia: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Is 9.6). Essas não são apenas expressões insuperáveis, pois elas também caracterizam Seu verdadeiro Ser e Seu caráter divino.

Foi dessa maneira que Jesus, cujo nascimento comemoramos (apesar de sabermos que ele não ocorreu no dia 25 de dezembro), começou Sua carreira terrena: "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam" (Jo 1.11). Sem lugar na hospedaria! Sem lugar no que era Seu! A maioria das pessoas não reconheceu Sua origem divina, nem Sua glória e que Ele era o Messias. No final da Sua jornada terrena, chegaram a gritar: "Crucifica-O!" "Não queremos que este reine sobre nós." "Fora com este!" (Mc 15.13; Lc 19.14; 23.18). Mas mesmo assim a Escritura tinha de se cumprir, como previu Isaías: "Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores, que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso" (Is 53.3).

Ficamos com muita pena do casal na estrebaria em Belém? Espero que sim! Mas isso não pode ser tudo! Quem olha para o acontecimento na estrebaria de Belém apenas com compaixão, da perspectiva humana, não capta nada da história do Natal e não tira proveito dela. A dimensão divina, porém, é bem diferente: o Filho amado e unigênito de Deus, que também era "filho de Davi", em quem Deus se comprazia, estava predestinado desde a eternidade a trazer a salvação para os homens. Somente por esse caminho, através de Jesus, podemos ser libertos das amarras do pecado. Única e exclusivamente o Filho amado de Deus, que teve de morrer como malfeitor no meio de malfeitores, sobre o maldito madeiro do Calvário, é que conseguiu realizar a expiação pelos nossos pecados, derramando Seu sangue. Quem crê nisso e, pela fé, toma posse dessas verdades, pode cantar alegre e grato: "Tempo santo de Natal! É nascido o Cristo, o Salvador!"

Oh! insondável amor de Deus!

Quanto deve ter custado a Deus entregar Seu amado Filho por amor a nós?! Ele sabia que estava enviando Seu Filho para o meio de malfeitores e transgressores, que acabariam matando-O. Qual foi, então, o motivo que O levou a agir assim? Foi Seu imensurável amor por nós! João tenta descrever o quanto Deus ama o Filho, quando diz que Jesus "... está no seio do Pai" (Jo 1.18). O "seio do Pai" simboliza aconchego, lar, proteção e o centro da vida eterna de Deus. Foi o profundo e eterno amor de Deus que O levou a enviar Seu Filho a nós, miseráveis criaturas: "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus..." (1 Jo 3.1). Pessoa alguma, nem a mais religiosa ou piedosa, consegue descrever, nem aproximadamente, o amor de Deus e de Jesus por nós. Jesus é o dom de Deus a uma humanidade perdida, corrompida e presa no emaranhado do pecado! "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). Deus, ao enviar Seu presente, Jesus Cristo, a este mundo, pensava em você e pensava em mim. Aceite esse presente, pois ele é para você pessoalmente! Somente um coração humilde consegue compreender essas dimensões do amor de Deus e irá adorar de joelhos, agradecendo por esse presente imerecido. Que essa seja sua alegria de Natal bem pessoal, levando a celebrar essa festa de coração agradecido! "Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória" (1 Tm 3.16). Com essas afirmações compactas, o apóstolo Paulo descreve o mistério da fé. O que devemos crer e aceitar em adoração é esse amor de Deus em Seu Filho Jesus Cristo, que salva a toda e qualquer pessoa que se achegar a Ele!

Sem lugar – indesejado?

Jesus – lá fora? Sem lugar em sua vida? Isso não pode ser verdade! Luz de velas, brilho, ceia festiva, presentes e muitas tradições natalinas não fazem o Natal. O Natal festejado apenas em função de coisas exteriores é uma farsa. Jesus precisa receber lugar em seu coração! "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele" (Ap 3.20). Deixe que Ele entre em sua vida e habite nela através do Espírito Santo! Mas o príncipe das trevas não deseja que isso aconteça, ele não quer que haja o verdadeiro Natal em seu coração. Será que Jesus encontra lugar em seu coração? Em qual cantinho? Quanto espaço? Jesus Cristo diz: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada" (Jo 14.23).

Jesus fez tudo por você, e por isso Ele quer todo o seu coração – Ele quer limpá-lo, purificá-lo, santificá-lo e alegrá-lo. Entregue-o a Jesus! Então também haverá lugar no céu para você. Haverá espaço para você onde Jesus está, onde Ele foi para nos preparar lugar (veja Jo 14.2).

Nesse sentido, desejo-lhe um abençoado Natal!

Burkhard Vetsch - www.ajesus.com.br

Pastores Segundo o Coração de Deus e Pastores Infiéis

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Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e inteligência. 
Jeremias 3:15


Ultimamente tem surgido clamores de igrejas, tanto da Alemanha, Rússia e do Brasil, onde o procedimento de vários pastores é completamente contrário aos princípios da Palavra de Deus. Por esta razão faz-se necessário uma exposição resumida dos princípios Bíblicos quanto a esta questão, bem como verificar os procedimentos que a Palavra de Deus aprova ou condena.


1. Princípio Bíblico de Liderança.

Em primeiro lugar, a palavra pastor nunca aparece na Bíblia como sendo uma profissão, e sim, como um ministério. Em Atos 20:17 e 28 aprendemos que os presbíteros da igreja deveriam pastorear o rebanho. Pastorear não é exercer um cargo. e sim cuidar do estado espiritual daqueles que foram salvos por Cristo Jesus.

Em segundo lugar, o Novo Testamento não conhece um sistema onde uma só pessoa tem essa responsabilidade, que sempre era atribuída a vários presbíteros.
Atos 20:17 “De Mileto mandou chamar os presbíteros da igreja”.
E a estes presbíteros Paulo falou: Atos 20:28 "Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu Bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue,"
Atos 14:23 "E, promovendo- lhes em cada igreja a eleição de presbíteros (plural) depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido"
Tito 1:5 b ". .. bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi."

Notamos em todas estas passagens que o Novo Testamento ensina que cada igreja deve ter vários presbíteros (Líderes) e que eles em conjunto tem a responsabilidade de pastorear o rebanho de Deus.
Naturalmente numa igreja nova isto levará alguns anos até que a igreja tenha vários presbíteros, porém este sempre deve ser o objetivo. O Novo Testamento desconhece totalmente um sistema onde um pastor tem o comando e os outros tem a obrigação de obedecer, na igreja de Cristo.

Evidentemente haverá a necessidade de um dentre, os presbíteros, dirigir o planejamento mas a responsabilidade pastoral recai sobre todo o presbitério. Atos 20:17 e 28. Veremos mais adiante como o desejo de exercer o comando sobre todos os outros é carnal e anti bíblico.

As diferenças entre uma liderança dentro dos princípios bíblicos e dentro dos princípios egoístas e carnais são explicadas com bastante detalhes, tanto no Velho como no Novo Testamento. Queremos fazer uma comparação entre os dois tipos de pastores.

2. Pastor segundo o coração de Deus.

Já mencionamos que pastorado não é profissão - é ministério. Quando Jesus designou o apóstolo Pedro para pastorear o rebanho, não perguntou das suas habilidades profissionais, e sim "amas-me mais do que estes outros? " João 21:15-17.

Quem ama a Jesus, também amará aos que foram resgatados por Jesus e os tratará como Jesus os tratou.

Vamos ver algumas das características do pastor segundo o coração de Deus.

Primeira característica: Auto entrega. "O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas". João 10:11. Este foi o exemplo que Jesus nos deu. O apóstolo Paulo nos dá um exemplo de como se age com pessoas, mesmo cheio de problemas - e até fazendo oposição ao ministério, como foi o caso dos coríntios. A estes Paulo escreve: "Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol das vossas almas. Se mais vos amo, serei menos amado?" II Coríntios 12:15. O pastor segundo o coração de Deus não tem pena de si - ele se entrega e se gasta em beneficio das ovelhas de Cristo.

Segunda característica: Preocupação com a restauração de cada um individualmente. A parábola da ovelha perdida nos mostra este fato: "Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixa para ele nos montes as noventa e nove, indo procurar a que se extraviou? E, se porventura a encontra, em verdade vos digo que maior prazer sentirá por causa desta, do que pelas noventa e nove, que não se extraviaram. Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos." Mateus 18:12-14. Qualquer pastor segundo o coração de Deus fará de tudo para recuperar pessoas que estão se afastando do rebanho.

Terceira característica: O pastor segundo o coração de Deus não se coloca em evidência, e sim, prega a Cristo: “Porque não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor, e a nós mesmos como vossos servos por amor de Jesus" II Coríntios 4:5. O pastor segundo o coração de Deus sempre ha de se considerar um servo, dando toda a honra a Cristo Jesus.

Quarta característica: O pastor segundo o coração de Deus não age como dominador sobre o rebanho, antes serve como exemplo: ". . . nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho”. I Pedro 5:3. O bom pastor anda na frente do rebanho. como o seu exemplo e as ovelhas o seguem.


3. Pastores infiéis

A Bíblia nos fornece muitos elementos pelos quais se pode reconhecer o abuso neste ministério - tanto no Velho como no Novo Testamento.

Quais são as características de um "pastor” infiel?

Primeira característica: Não busca ao Senhor para saber a sua vontade: "Porque os pastores se tornaram estúpidos e não buscam ao Senhor; por isso não prosperam, e todos os seus rebanhos se acham dispersos. Jeremias 10:21. O "pastor” que não se orienta pela Palavra de Deus pode manter o domínio sobre o rebanho por algum tempo mas aos poucos o rebanho vai se dispersando.

Segunda característica do "pastor" infiel: Ele apascenta a si mesmo: "Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? Comeis a gordura, vestis-vos de lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. "Ezequiel 34:2-3. O "pastor" infiel sempre está interessado em defender os seus direitos - seu salário, seu dia de descanso, sua privacidade, sua família. Gasta a maior parte do tempo cuidando de seus próprios interesses.

Terceira característica do "pastor" infiel: Ele não apascenta as ovelhas: " A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não li gastes, a desgarrada não tomastes a trazer e a perdida não buscastes... Ezequiel 34:4. O "pastor" infiel faz poucas visitas aos membros, deixa os fracos na sua fraqueza, deixa os “feridos espirituais" sem cuidar da sua recuperação e não vai atrás dos que estão se afastando. Mesmo quando procurado, sempre acha alguma desculpa para não atender aos que necessitam de cuidado espiritual. Ele não quer ser perturbado em seu descanso. Mas faz questão de um bom salário. Quando faz visitas. costuma visitar não os que necessitam, mas os que o apoiam na sua posição.

Quarta característica do "pastor" infiel: Ele exerce domínio sobre o rebanho: "Mas dominais sobre elas com rigor e dureza" Ezequiel 34:4b. O "pastor” infiel age como se fosse dono da igreja e considera a obrigação de todos os demais como sendo a mera obediência às suas ordens. Ele desobedece frontalmente a ordem de Deus: "Não como dominadores sobre o rebanho...". I.Pedro 5:3.

Quinta característica do "pastor" infiel: Ele quer ter a primazia: "Escrevi alguma cousa à Igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida." III.João 9. O "pastor" infiel, não quer ser um servo da Igreja (II Coríntios 4:5), mas quer ser um chefe na igreja. Não aceita ser um co--presbítero com os outros (I Pedro 5:1) mas quer ser um chefe-presbítero. Ele é obstinado pelo poder. E por isso não costuma ler cartas quando outros escrevem para ajudar (III. João 9) para não perder o seu domínio sobre a igreja.

Sexta característica do "pastor" infiel: Ele não dá acolhida na igreja a pessoas que não apoiam a sua ditadura: "Não nos dá acolhida" III. João 9b. Ele faz de tudo para evitar qualquer contato de membros com pessoas de fora que poderiam ajudar a igreja a retornar aos princípios bíblicos.

Sétima caraterística do "pastor" infiel: Ele difama e faz calúnias contra pessoas que tentam ajudar a igreja: ". . . proferindo contra nós palavras maliciosas" III João 10b
Ele não pode provar com a Bíblia que está certo, então procura desacreditar outros obreiros que poderiam ajudar, levantando calúnias contra eles.

Oitava característica do "pastor" infiel: Proíbe a igreja de manter contato com pessoas que não apoiam a sua posição anti-bíblica. "E não satisfeito com estas causas, nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los... "III. João 10b Ele faz de tudo para isolar qualquer pessoa que poderia ameaçar o seu domínio.

Nona característica: Expulsa os insubmissos à sua ditadura da igreja: "E os expulsa da igreja". III. João 10c. O "pastor" infiel não tem a mínima preocupação com a manutenção de membros da igreja que poderiam ameaçar a sua autoridade. Não faz nenhum trabalho espiritual de recuperação, não segue os princípios de Mateus 18,15-17 -simplesmente se quer ver livre dos que não apoiam a sua posição autoritária - e os expulsa sumariamente.


4. Consequências para a igreja que tolera um pastor infiel:
Os membros se espalham: "Assim se espalham, por não haver pastor, e se tomaram pasto para todas as feras do campo. As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes, e por todo o elevado outeiro; as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure, ou quem as busque". Ezequiel 34:5-6
Numa igreja onde Cristo, o cabeça, é suibstituido por um “pastor” ditador, fatalmente o rebanho se espalhará.


5. Conseqüências para os “pastores” infiéis.
Deus vai dar termo ao seu pastoreio: "Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu estou contra os pastores, e deles demandarei as minhas ovelhas; porei termo ao seu pastoreio, e não se apascentarão mais a si mesmos; livrarei as minhas ovelhas da sua boca, para que já não lhes sirvam de pasto. Ezequiel 34:10. Um pastor ditador pode se manter por algum tempo no trono, porém o dia vem quando Deus mesmo o afastara do seu ministério.
Convém lembrar mais uma vez que toda a liderança da igreja é responsável perante Deus quando permite que se crie uma situação destas. A toda a liderança é atribuída o cuidado pelo rebanho (Atos 20:17 a 28) e cada um dará contas a Deus pelas pessoas que foram espalhadas.



Aos membros e igrejas cujos guias realmente velam pelas vossas almas queremos deixar o texto de Hebreus 13:17 "Obedecei aos vossos guias (plural) e sede submissos para com eles: pois velam por vossas almas como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não vos aproveita a vós outros”.

Aos obreiros recomendamos que examinem o seu ministério e se tem procedido de tal forma que. por sua causa, os membros se espalharam, que tenham a humildade de confessar o seu pecado e procurar reintegrar os que foram dispersos. Pois, conforme lemos em Hebreus 13.17 “nós obreiros, daremos contas a Deus pelas almas dos que nos foram confiados”.



Peter Unruh
www.apologetic.cjb.net

O que é Cabala?

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O que é a cabala?
Essa seita realmente agrada o coração de Deus?
O que fazer para não ser vítima desse tipo de filosofia de vida?

O termo vem do hebraico kabalah, e quer dizer "recebimento", "aceitação". A Cabala surgiu no século 200 a.C. como uma doutrina teológica, filosófica e metafísica dos hebreus que era transmitida de geração em geração. O vocábulo na língua portuguesa derivou de qabbalah, palavra que os árabes introduziram na Península Ibérica no século XIII e que já por essa época havia adquirido uma conotação diversa passando a referir-se à interpretação dos textos do Antigo Testamento. A Cabala foi sempre cercada de muito mistério e até mesmo superstição porque se utilizava de preceitos e especulações místicas e esotéricas como forma de obter uma compreensão mais acurada a respeito da natureza de Deus, do Universo, e do próprio homem. Os cabalistas encontravam na abundância de metáforas, alegorias e símbolos presentes nos escritos antigo-testamentários um campo fértil para as interpretações que visavam revelar seus significados ocultos.
Dois livros, o Sefer Ietzirah, o Livro da Criação, e o Sefer ha Zohar, são o baluarte da doutrina cabalista e representam, respectivamente cada uma das duas partes principais em que se divide essa doutrina. A primeira relaciona-se com o princípio de todas as coisas, com a gênese, buscando uma explicação simbólica para a criação. Já no Zohar, "luz", "resplendor", encontrava-se um sistema teológico e metafísico que buscava esclarecer a exata essência de Deus, definindo com isso o processo pelo qual Ele havia formado o universo. Com isso, os cabalistas julgavam também chegar a antecipar o futuro da alma humana.
Os cabalistas por volta do século III, quando foi escrito o Sefer Ietzirah, já se preocupavam com a manipulação das 22 letras e dos 10 algarismos formando 32 caminhos em direção à sabedoria, e aos quais atribuíam papel indispensável às suas especulações místico-filosóficas que contribuíram para a instituição da cabala prática. Esta, muitas vezes lançou mão da magia, nas interpretações numéricas e gramaticais resultados práticos que pudessem contribuir para os problemas cotidianos das comunidades judaicas.

O que a bíblia nos fala a respeito da cabala e do ocultismo?

A bíblia nos alerta a respeito dos enganos como os do kaballah. Ela nos adverte contra o envolvimento com o ocultismo(coisas secretas, escondidas). A Cabala, que tem sua origem no movimento místico judaico, é puro ocultismo, do qual devemos nos distanciar. Os profetas judeus nos alertaram sobre essas práticas e suas consequências. Portanto, a Cabala tem sua origem no judaísmo afastado do fundamento bíblico. Deus nos exorta através do profeta Isaías: "Quando vos disserem consultai os necromantes e os advinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultareis os mortos? À Lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta, maneira, jamais verão a alva. Passarão pela terra duramente oprimidos e famintos; e será que, quando tiverem fome, enfurecendo-se, amaldiçoarão o seu rei e ao seu Deus, olhando para cima. Olharão para a terra, e eis aí a angústia, escuridão e sombras de ansiedade, e serão lançados para densas trevas"(Is 8:19-22). Os "chilreios e murmúrios" mencionados por Isaías são com ocultismo transformam-se no oposto do que eram, tornando-se blasfemas e amaldiçoando o Deus verdadeiro, Sua Palavra e o Cristianismo.
"...e eis aí a angústia...": os que buscam o ocultismo não recebem ajuda real -geralmente acontece o contrário: muitas coisas pioram, relacionamentos se rompem e, como resultado, deixam feridas emocionais e dramáticos transtornos de personalidade.
"...escuridão e sombras da ansiedade...": é comum que pessoas envolvidas em práticas ocultas fiquem literalmente dementes. Ao invés de obterem liberdade, seu medo aumenta. Seu sono é perturbado e elas sofrem de depressão, que pode levar a pensamentos suicidas.
"... e serão lançados para densas trevas": no ocultismo não há perspectiva da eternidade. Quem lida com coisas ocultas entra em uma situação de desesperança e perdição, de prisão e escuridão espiritual, e a vida fica sem luz.
A Cabala é uma tentativa insensata de encontrar plenitude sem ter um verdadeiro relacionamento com deus. Todas as ambições terrenas e todos os alvos meramente humanos produzem apenas o vazio quando não tem o Senhor da Vida como fundamento. É uma ilusão pagã das mais primitivas acreditar que uma fita vermelha pode afastar mau olhado ou que pedras e cristais podem transmitir energias cósmicas.
A única forma de ter uma vida plena é vivê-la em comunhão com Deus. Através de seu Filho Jesus Cristo. Qualquer outra maneira de viver e crer é frustrante e sem sentido. Somente Jesus é a Luz do mundo! Onde Ele entra, a escuridão desaparece e o coração se enche de luz. Por isso o próprio Jesus disse: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas; mas terá a Luz da vida"(Jo 8:12).

Ocultismo de qualquer espécie aprisiona e domina as pessoas, acabando com a sua liberdade. O Evangelho de Jesus, porém, liberta e nos faz respirar aliviados.
Talvez você também lhe dou com coisas ocultas, com adivinhações, acreditou no poder dos cristais, foi adepto da astrologia, do tarô, da vidência, esoterismo, xamanismo ou em outras práticas ou religiões ocultas. Agora, você chegou a uma conclusão de que não foi ajudado por elas e que, ao contrário, sua vida ficou muito escura e sua situação deixa muito a desejar.
Ao invés de tranqüilidade, aconteceu o inverso. Isso não precisa continuar assim! Jesus lhe oferece ajuda divina. Ele perdoa todos os seus pecados e purifica de toda injustiça(I Jo 1:9). Ele liberta das amarras(Jo 8:36) e nos dá uma nova vida, a vida eterna em Cristo Jesus(Jo 10:28). A única coisa que você precisa fazer é dar meia-volta em sua vida, tirando dela todo o ocultismo e confessando a Jesus todos os seus pecados, aceitando-O como a Luz do mundo e a Luz para seu coração em trevas e para sua vida na escuridão! Livre-se imediatamente também de todos os objetos que têm alguma relação com o ocultismo (como pulseirinhas e amuletos), de livros e de toda e qualquer prática ocultista(veja At 19:18-190! O Senhor lhe dará coragem para fazer isso, pois certamente Ele dá graça aos que são humildes de coração.


CABALA - Velho ocultismo em nova roupagem
Noberth Lieth
Revista Chamada da Meia Noite

Onze conselhos úteis de Bill Gates (para estudantes)

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Regra 1
A vida não é fácil; acostume-se com isto!


Regra 2
O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele antes de sentir-se bem com você mesmo


Regra 3
Você não ganhará R$ 20 mil por mês assim que sair da escola.
Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone a disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.


Regra 4
Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe, ele não terá pena de você.


Regra 5
Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.


Regra 6
Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros. Aprenda com eles!


Regra 7
Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são "ridículos". Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.


Regra 8
Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece em absolutamente nada com a vida real. Se pisar na bola, está despedido, RUA!!!
Faça certo da 1ª vez.


Regra 9
A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.


Regra 10
Televisão NÃO é vida real.
Na vida real as pessoas têm que deixar o barzinho ou a balada e ir trabalhar.


Regra 11
Seja legal com os CDFS (aqueles que você julga uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.

Confia no Senhor de Todo o Teu Coração

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Quando o reino de Israel foi dividido em 931 a.C., o futuro espiritual escureceu para ambas as metades da nação. Jeroboão, rei das tribos nortistas, levou Israel à adoração de seus bezerros de ouro em Dã e Betel e nomeou um sacerdócio diferente. De outro lado, sob a liderança de Roboão, "Fez Judá o que era mau perante o SENHOR; e, com os pecados que cometeu, o provocou a zelo, mais do que fizeram os seus pais" (1 Reis 14:22). Os sucessores destes monarcas foram igualmente péssimos. Tanto Nadabe, filho de Jeroboão, como Baasa, que organizou um golpe e exterminou a família de Jeroboão, continuaram a idolatria no reino do norte. Abias, filho de Roboão, pregou bem (2 Crônicas 13), mas na prática ele também conduziu Israel para longe do Senhor: "Andou em todos os pecados que seu pai havia cometido antes dele; e seu coração não foi perfeito para com o Senhor" (1 Reis 15:3).

Finalmente, uma luz brilhou. Asa, filho de Abias, voltou-se para Deus. "Asa fez o que era bom e reto perante o senhor, seu Deus. Porque aboliu os altares dos deuses estranhos e o culto nos altos, quebrou as colunas e cortou os postes-ídolos. Ordenou a Judá que buscasse ao Senhor, Deus de seus pais, e que observasse a lei e o mandamento" (2 Crônicas 14:2-4). As realizações espirituais de Asa foram muitas. Ele removeu os santuários dos ídolos e entrou em acordo com os homens de Judá e com os imigrantes de Israel para buscarem a Deus com todo o seu coração e alma. Com coragem e convicção especial ele até se opôs à rainha mãe Maaca, e a depôs por causa da horrenda imagem que ela tinha feito. Asa foi o primeiro foco brilhante entre os reis do reino dividido.

Uma das coisas impressionantes sobre Asa foi sua confiança no Senhor. Uma vez, Zerá, o etíope, veio batalhar contra Asa com um exército de um milhão de homens. O exército próprio de Asa contava com escassamente a metade disso. Muitos reis teriam imediatamente recorrido a algum esquema que tivessem maquinado para enfrentar o perigo, porém não Asa. "Clamou Asa ao Senhor, seu Deus, e disse: ...Senhor, nosso Deus, porque em ti confiamos e no teu nome viemos contra esta multidão. Senhor, tu és o nosso Deus, não prevaleça contra ti o homem" (2 Crônicas 14:11). Como resultado da confiança de Asa nele, o Senhor concedeu-lhe uma grande vitória e os etíopes fugiram.

A queda de Asa

Baasa, rei de Israel, percebeu que muitos dos cidadãos de seu país estavam desertando para Judá, para se juntarem ao renascimento espiritual iniciado por Asa. Por isso, ele invadiu Judá, capturou a cidade fronteiriça de Ramá, e fortificou-a como uma espécie de Muro de Berlim, para impedir o povo de ir e vir de Judá. Uma vez que Ramá ficava a apenas 7 ou 8 quilômetros distante de Jerusalém, a capital, Asa sentiu-se ameaçado. Parecia que Baasa estivesse fortificando a cidade para servir como ponto de partida para um ataque direto com a própria Judá. Asa entrou em pânico. Em vez de se voltar para o Senhor, ele enviou prata e ouro do templo e do palácio a Ben-Hadade, rei da Síria, para pedir-lhe que rompesse seu tratado com Baasa e o atacasse. Sua estratégia funcionou perfeitamente. Ben-Hadade invadiu alegremente Israel pelo norte e Baasa teve que retirar seus soldados de Ramá, na sua fronteira do sul, para enfrentar a ameaça. Asa desfez prontamente as fortificações de Ramá, terminando assim a crise.

Ainda que, às vezes, os planos dos homens "funcionem", eles nunca são os melhores. Deus enviou um profeta, Hanani, para repreender Asa. "Porquanto confiaste no rei da Síria e não confiaste no Senhor, teu Deus, o exército do rei da Síria escapou das tuas mãos. Acaso não foram os etíopes e os líbios grande exército, com muitíssimos carros e cavaleiros? Porém, tendo tu confiado no Senhor, ele os entregou nas tuas mãos. Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele; nisto procedeste loucamente; por isso, desde agora, haverá guerras contra ti" (2 Crônicas 16:7-9). É sempre melhor confiar no Senhor. Quando não o fazemos e somos repreendidos, precisamos considerar a crítica e nos arrependermos. Asa, apesar de seu caráter notável durante muitos anos, não o fez. Ele simplesmente ficou furioso com Hanani e o prendeu. Mais tarde, recusou-se a voltar-se para o Senhor até mesmo quando contraiu uma grave doença no pé.

Aplicações

A confiança é fundamental em nossa relação com Deus; não há substitutos para ela. Os muitos anos de destacado compromisso com Deus não puderam evitar a ira do Senhor quando Asa confiou em si mesmo, e não nele. Conquanto o perigo que Asa enfrentou fosse formidável, ele não foi desculpado por fazer o tratado com Ben-Hadade. Ele deveria ter-se voltado para o Senhor. Sua reação, quando foi repreendido, piorou seu apuro; ele deveria ter-se arrependido humildemente.
A fé é um elemento fundamental em nossa relação com Deus; sua importância é quase impossível de enfatizar excessivamente.

Como aplicá-la em situações concretas em nossas vidas?

*Enfrentando crises. Conforme enfrentamos várias crises, é fácil nos voltarmos para soluções humanas, em vez do Senhor. Crises financeiras podem levar-nos a desonestidade ou a sacrificar o Senhor pela carreira, em vez de nos voltarmos para ele para resolver o problema. Crises emocionais podem levar-nos a buscar soluções em drogas e em terapias humanistas, antes de levar os problemas ao Senhor. Crises familiares podem levar a aconselhamento baseado em pressuposições atéias, em vez de a um novo compromisso com a vontade de Deus. Crises físicas podem levar-nos a colocar nossa principal fé em médicos e medicamentos, em vez de colocá-la no Senhor. Deus pode usar médicos (Colossenses 4:14), mas todas as bênçãos, incluindo cura, no final, procedem do Senhor. "Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas" (Provérbios 3:5-6).

*Convertendo os perdidos. Nossa principal missão, como a de Jesus, deve ser buscar e salvar os perdidos (Lucas 19:10). A maneira como buscamos cumprir esta tarefa prova nossa fé. Do ponto de vista bíblico, a semente é a palavra, e o poder para converter está no evangelho. Os cristãos do primeiro século convertiam os outros pregando Jesus Cristo e este crucificado (1 Coríntios 2:1-5). Uma abordagem tão simples referente ao evangelismo testa nossa confiança no Senhor. Não parece que possa conseguir resultados impressionantes. E, de fato, não consegue, em termos humanos. Ela apela apenas para uns poucos (Mateus 7:13-14) e não atrai o povo bem respeitado do mundo (1 Coríntios 1:26-31). A tentação está em arrumar nossos próprios métodos para ‘atingir os perdidos’ e para a igreja crescer. Há igrejas que recorrem a alimento, atividades recreativas, divertimento, eventos sociais, aulas de Inglês, e muitas outras coisas para tentar atrair pessoas. Usando um suprimento constante de pães e peixes, há igrejas de hoje que buscam manter a própria multidão que Jesus permitiu que se fosse (João 6). É preciso fé real para confiar que a palavra de Deus sozinha é suficiente para chamar aqueles que Deus determinou salvar.

*Corrigindo os desviados. O Senhor tem sido muito explícito sobre como devemos tratar os irmãos que andam desordenadamente. Primeiro, deverão ser admoestados (1 Tessalonicenses 5:14). Os irmãos precisam chamar a coragem para enfrentar aqueles que caem no pecado (Tiago 5:19-20; Gálatas 6:1; Mateus 18:15-17). Segundo, eles devem ser publicamente repreendidos e notados como infiéis (1 Timóteo 5:20; 2 Tessalonicenses 3:14-15; 1 Coríntios 5:4-5). Finalmente, outros irmãos têm que recusar associar-se com eles (Mateus 18:15-17, 1 Coríntios 5:9-13; 2 Tessalonicenses 3:14-15). Estes passos são desafiadores. A coisa mais fácil para uma igreja fazer é simplesmente pacificar e acomodar aqueles que são infiéis ao Senhor, permitindo que o grupo seja fermentado aos poucos pela influência corruptora do pecado tolerado (1 Coríntios 5:6-8). Os métodos de Deus podem parecer ásperos e intolerantes. Tememos que pessoas sejam afastadas. Elas podem não querer juntar-se a um grupo que tenha padrões tão estritos, assim como a disciplina de Deus, aplicada a Ananias e Safira, fez com que não cristãos se afastassem dos irmãos (Atos 5:13). Não gostamos de sentir-nos rejeitados, por isso precisamos de coragem para seguir as instruções do Senhor sobre a disciplina da igreja.

*Discernindo a vontade de Deus. Na confusão religiosa de nossos dias, com doutrinas conflitantes por todo lado, para onde nos voltaremos para determinar o que o Senhor realmente quer? Muitos se fecham em si mesmos. Eles buscam a vontade de Deus consultando seus sentimentos, intuição ou experiências religiosas. Mas é impossível conhecer a vontade de Deus subjetivamente. O único modo de podermos saber os pensamentos de Deus é pela sua revelação (1 Coríntios 2:10-16). Outras pessoas se dirigem a chefes ou a organizações religiosas pensando que ali podem encontrar a vontade de Deus. Mas todo o ensinamento de homens precisa ser testado pela palavra de Deus (1 João 4:1-6; Mateus 7:15-20), uma vez que há muitos lobos vestidos de cordeiros. Alguns, como Asa, nem se preocupam em tentar encontrar o que o Senhor quer. Precisamos ativamente buscar a guia do Senhor, através de sua palavra, em todas as situações. Quando agimos e pensamos independentemente, acabamos fracassando.

A história de Asa é trágica porque, depois de haver começado tão bem, ele terminou confiando em seus próprios planos e mal-tratando aqueles que tentaram ensinar-lhe o que o Senhor queria. Que possamos sempre confiar no Senhor em todas as situações.



por Gary Fisher
www.estudosdabiblia.net

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